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Quinta-feira, Maio 26, 2005
o rapaz do blog. a menina de olhos azuis. o amigo do rapaz do blog. a bizarre love triangle.
a guerra. o fim da guerra. os cadáveres da guerra. o rapaz do blog e o amigo do rapaz do blog feridos.
a platéia. o show. as pessoas feridas na guerra. a destruição. a reconstrução.
a menina de olhos azuis. o ex-namorado enfurecido. um filme de David Fincher.
só aqui, nas Sextas de Smirnoff da Sony Entertainment Television.
posted by bianezzi at 2:57 AM
Segunda-feira, Maio 23, 2005
Já se sentiu como se estivesse caminhando em um campo minado, cheio de cadáveres e artilharia, depois de uma violenta guerra civil?
A guerra acabou, mas as minas continuam. E se um soldado pisar, pode achar que o outro lado está reiniciando a ofensiva, e tudo começar de novo.
Precisamos de Lady Di urgente.
d-_-b: Coldplay - God Put a Smile Upon Your Face
where do we go, nobody knows
i'm on my way... down
posted by bianezzi at 12:19 AM
Domingo, Maio 22, 2005
Silence is Golden
Garbage
If I am silent then I am not real
But if I speak up then no one will hear
If I wear a mask there's somewhere to hide
Silence is Golden
I have been broken
Safe in my own skin
So nobody wins
If I raise my voice will someone get hurt
And if I can't feel then I won't get touched
If no truths are spoken then no lies can hide
Silence is Golden
Nobody gets in
Safe in my own skin
So nobody wins
Did you hear me speak
Do you understand
Did you hear my voice
Will you hold my hand
Do you understand me
Won't someone listen
Nobody gets in
My body's a temple
But nothing is simple
Silence is golden
I have been broken
Something was stolen
Safe in my own skin
posted by bianezzi at 3:51 AM
Sábado, Maio 21, 2005
yea love sucks alright.
posted by bianezzi at 6:47 PM
Sexta-feira, Maio 20, 2005
Tá, agora eu acredito. Talvez amizades possam acabar.
Não, não acabou. Talvez não acabe. Mas o fato de eu ter me convencido de que amizades podem sim acabar me horroriza o suficiente e me marca a ferro com mais uma decepção com a sociedade. Mais uma pra lista, que está crescendo.
Emprego é um saco. Não conseguiria trabalhar em nada que dê dinheiro. Os namoros podem destruir vidas, e sim senhores, eu sou traumatizado. Me julguem, processem, que seja. Não quero mais namorar.
E as amizades, essas eram um bastião pra mim. Essas não acabavam nunca, eram eternos monolitos de pedra brilhante que funcionavam como um farol nas tempestades. Esse foi meu erro. Por achar que não importa o que houvesse, tudo poderia se encaixar, eu talvez tenha ido longe demais. Por achar que as coisas eram diferentes, que havia a convivência, e que se houvesse isso todo o resto daria certo. Haviam risadas, abraços. Não havia insegurança alguma: essas eu deixei com meus namoros, não. Havia solidez, afeto, camaradagem. Era uma relação puramente masculina, os problemas são resolvidos aos murros, aos porres ou aos confrontos diretos, faiscas. Sem flores, poesia, argh.
Aprende, Caruncho.
(...)
Só sei que já vi o suficiente. Tenho 20 anos. Já trabalhei, já vi como é. Já amei, já fiz amor. Já tive amizade de começo, meio e (inédito) fim. Um fim que está próximo o suficiente para eu perceber sua presença, mesmo sem querer acreditar. Estou tentando os estudos, mas cada vez mais sinto que estou estudando a coisa errada, ou da forma errada, ou com os professores e colegas errados. Já tentei a beleza, pura e simples. Já tentei as artes, a poesia, que seja. Chato. Tédio.
Não restou muita coisa. Não nisso que eu convencionei chamar de sociedade. Deve haver alguma coisa, em algum Outro Lado. Que esse lado seja físico, geográfico, ou de vida e morte, ou de Saber e Não Saber. Existir e Não Existir. Que seja. Quero ir pra lá. Quero ir para onde as coisas, não importam se são melhores ou piores, mas são novas.
Sim, eu continuo achando o mundo chato. Não é mais um fim que o tornará interessante.
posted by bianezzi at 1:18 AM
Quinta-feira, Maio 19, 2005
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Da Wikipedia:
Goethe's novel Die Leiden des jungen Werther (The Sorrows of Young Werther) was published in 1774. In that work the hero shoots himself after an ill-fated love, and shortly after its publication there were many reports of young men using the same method to commit suicide. This resulted in a ban of the book in several places. Hence the term "Werther effect", used in the technical literature to designate copycat suicides.
Efeito Werther.
posted by bianezzi at 1:19 AM
Quarta-feira, Maio 18, 2005
.:conversando sobre beleza com a Ana Wainer, uma menina que eu conheci recentemente e que tem me surpreendido de maneira agradável:.
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no final não é nada além do prazer de sofrer.
é estética do melancólico
exato.
sua esteta.
sou, né?
e o que eu faço com isso?
talvez você devesse ligar menos para o mundo exterior.
eu não ligo não. Eu ligo pro meu mundo, que é só meu.
eu queria ser uma música de jazz... tipo isso
por que você queria isso?
não sei, me parece bonito e harmônico
é a ditadura da beleza de novo.
mas você entende que não é uma beleza superficial e externa?
claro que sim, não disse isso.
mas é beleza, a beleza opressora, que tem a ver sim com o mundo externo.
ninguém é belo sozinho.
tá, e como eu me disvinculo desse vício?
não sei ana.
eu posso dizer que eu me desvinculei um pouco, mas não muito.
e não sei dizer como.
porque é um mundo muito frágil
...e chato, ao meu ver.
talvez a beleza seja a única coisa interessante, afinal.
talvez. Talvez seja uma entrada pra algo mais interessante, intrínseco.
pois é. esperar o trem na estação.
esperar o trem na estação. reflexivo. Voltar-se para si e auto analisar. Foi isso que você fez?
sim.
a beleza faz isso, a arte.
as melhores obras são espelhos.
narciso acha feio tudo que não é espelho
ha, pois é, tinha me esquecido disso. tem a ver.
mas acho que o mais certo é olhar a beleza como ela é, pura e simples, e não correr desesperado atrás dela.
é voltar do Eneri e olhar pra trás e dizer "Nossa, de um certo modo, foi bonito". e sorrir.
talvez esse seja o caminho.
é. sei lá. Me pegou numa contradição.
=0)
queria saber me mapear. Não me entendo mais.
engraçado você dizer isso. eu estou fazendo isso este ano.
de verdade mesmo, ano a ano desde que eu nasci, as músicas de cada ano, os eventos, fotos
é. Mas eu acho que é necessário. Eu sinto uma necessidade de acompanhar mudança de perto. E disseco até descobrir. Mas nunca descubro. É triste falar, mas eu não me conheço bem.
.::.
posted by bianezzi at 2:20 PM
Segunda-feira, Maio 16, 2005
ENERI 2005 - A Arquitetura do Caos
ou como um encontro de estudantes de relações internacionais pode se transformar em um palco violento de nossos resquícios adolescentes
ou como um beijo pode se transformar em uma bomba atômica
gerando todo um carnaval de explosões e corações em fúria, um wally perdido na multidão, entregando plaquinhas de "onde estou?", uma princesa machucada e cowboys embriagados.
deixamos todos os escritores da Sony, de novelas mexicanas e de Days of Our Lives, cantores de bandas adolescentes, poetas menores e Dashboard Confessional no chinelo: vivemos nosso próprio, virulento e bizarro seriado.
deus, como uma viagem pode chacoalhar tudo.
d-_-b: Depost
o novo hype? quem não conhece, estou disponibilizando cópias do cd deles. altamente recomendável.
posted by bianezzi at 9:52 AM
Terça-feira, Maio 03, 2005
ou não, sei lá.
quanta besteira.
posted by bianezzi at 1:24 AM
Segunda-feira, Maio 02, 2005
É mais ou menos assim:
Desde criança eu tenho uma vozinha chata na minha cabeça que me dá sugestões ou ordens. No começo eram apenas sussurros, sugestões malignas, socar a cara do meu coleguinha de sala, invadir o banheiro das meninas, descobrir o que o papai escondia com tanto esmero no armário de cima (uma Colt .45, como eu descobriria acidentalmente). De qualquer forma, eu nunca a ouvia, sempre tive medo da conseqüência.
Eu cresci, veio a adolescência rebelde, a separação dos pais, toda a merda de ter 12 anos, e eu resolvi ouvir a vozinha (que havia se tornado um vozeirão assustador) pela primeira vez. E ela pedia para eu tentar descobrir o que acontecia quando a gente amarrava uma corda no pescoço e se pendurava no cano do chuveiro. Assustador assim, pode apostar. Sobrevivi, também acidentalmente, e resolvi (ou resolveram por mim) que eu devia fazer algum tipo de tratamento psiquiátrico. Foram oito longos anos de psicoterapia e o que eu ouvia de forma tão clara como é pra mim agora o bater das teclas foi se tornando de novo um sussurro chato e previsível até finalmente se calar. O silêncio, enfim.
Há alguns meses ela voltou. Veio com calma, sutil, amiga até.
"Largue o emprego".
"Largue o emprego".
"Largue o emprego".
"Largue o emprego".
E eu larguei.
Ouvi a vozinha pela segunda vez, principalmente porque, como da primeira vez, haviam motivos de sobra para ouvi-la. Mas agora ela quer mais. E agora eu cansei de lutar contra ela. Agora eu quero ouvi-la. Agora ela me diz que eu não me encaixo aqui, que eu não nasci pra ficar parado aqui, e eu quero ouvi-la. Agora ela me diz longos textos, claros, concisos, e não apenas ordens, e eu quero ouvi-la.
Sei lá o que vai acontecer agora. É assustador, eu sei. Eu tenho medo pra caralho.
posted by bianezzi at 2:00 AM
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