Sr. Maquinista,
Peço-te encarecidamente que não me deixe na Móoca.
Por favor. Não me deixe na Móoca.
Só te peço isso.
Deixe-me ir até a Luz.
Haja o que houver, não me faça saltar na Móoca.
Deixe-me ir até a luz.
Ah, canalha.
posted by Bianezzi at 1:03 PM
mas e aí gustavo, você continua escrevendo aqueles seus poemas?
Eu não, credo. A poesia se tornou irrelevante nesse mundo, feminina demais. Tudo é flor, amor, saudade do que se não conhece, jogos de palavras fáceis babaca cabaca misturando palavras chatas para formar coisas mais chatas ainda, filhos, homens lindos, mulheres lindas (ah, o lesbianismo
kitsch), não-me-toques, me-toques-por-favor, chicos buarques e todo o resto da bossa nova (mas só os mais "poéticos", nada de gil), sexo feito devagar sob o sol do solstício de primavera.Que chatice!
O mundo precisa é de violência. Valha-me deus!
posted by Bianezzi at 8:39 PM