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Domingo, Agosto 29, 2004
Comprei um carro. É, um carro. Uma máquina: um Corcel 1974. Mais vermelho que o vermelho que o Eduardo Araújo dirige enquanto canta coisas legais.
É fato, não dirijo há tempos. Dirigir carro de mamãe, nem pensar. Um inseto que deixe uma marca na pintura e minhas tripas seriam penduradas em um poste público para apreciação geral. Agora eu dirijo o meu, mau, mas dirijo. Temos de entender, se trata de uma relíquia de mais de 30 anos, sem qualquer tipo de conforto dos carros modernos. Isso significa direção duríssima, barulhos grotescos inexplicáveis, coisas que caem e que não deveriam cair, uma gostosa vibração que percorre todo o carro e um eventual cheiro de gasolina. Fazer baliza com ele é um épico de enrijecer os músculos do braço em menos de um mês. Mais garantido do que bomba ou academia diária. Mas é meu. E é bonito. Quando eu terminar de arrumar ele (funilaria, mecânica, etc.), vai ficar um pitel. Uma graça. --------------------- Aliás, o fim de semana foi excelente. Um sarau lindo na faculdade, com velas, cítara e chás estranhos, gente sentada no chão, uma coisa. Despertou o hippie dentro de mim (argh). Depois uma festa excelente em uma casa excelente com gente excelente. Tudo excelente, até dormir em um quarto com outras 5 pessoas, em regime semi-amontoado, com pêlos de gato em todo o lugar. Uma bela alergia e minha cara está toda inchada, mas valeu a pena. No sábado, cinema com filme ruim (outra hora falo qual) e compras. Um instinto capitalista de dar gosto. Aniversário da Bárbara, rever bons e velhos amigos, ver que tudo ainda continua lindo, mesmo o que já era lindo e mudou. Rever inclusive o outro ente que escreve nesse blog, que não aparece há tempos, com cabelitcho de Brian Molko e barriguinha negativa (ui!). Esse sim, um pitel. Fechar a noite exausto, porém ainda mandando ver. Jovem é assim mesmo né? d-_-b: The Darkness - Growing on Me comprei o cd pra ouvir no Corcel. YEAH!
Quinta-feira, Agosto 26, 2004
Vida 2.0
A vida tem duas grandes incompatibilidades comigo. A primeira é óbvia e gritante: não tem trilha sonora. Nem uma lista em .m3u, nem uma tracklist do iPod, nem uma mp3zinha sequer. Nunca toca a música que a gente quer quando acontece o primeiro beijo, nem quando estamos em perigo, ou mesmo tristes. Nem que seja só na nossa cabeça, é pedir muito um Mogwai quando eu estou sentindo aquela tristeza cowboy? Ou Joy Division em dias cinzentos? A vida não suporta mp3, isso é imperdoável. A segunda é que não dá pra dar Ctrl+Z. Porra, isso faz falta! Eu já falei sobre isso antes, não dá pra dar um reload, um backwards. Mesmo o definitivo Ctrl+Alt+Del é impossível em nosso cotidiano, mesmo com o número infindo de programas chatos que rodam ao mesmo tempo. É como ter spybots e worms comendo sua memória incessantemente, e você sem o comando miraculoso que aliviará sua RAM de uma vez por todas. Um Copiar/Colar também ajudaria nos momentos menos infortunos, sem falar é claro em um Google pessoal. Ajudaria-me bastante em minha falta de memória. Eu sou um DOS mesmo. E ninguém mais se preocupa comigo. :-( d-_-b: Joy Division - Digital deus, como estou nerd.
Quarta-feira, Agosto 25, 2004
Thank you Jack White (for the fiber-optic Jesus that you gave me)
Flaming Lips Backstage in Detroit And the room is full of smoke and apprehension We'd been playing shows As the warm-up and the band for Beck Hanson In walks Jack, says - "How'd ya do?" (Oh yeah) Then he handed me this wonderful statue. And I said, "Thank you Jack White For the fiber-optic Jesus that you gave me." It shined so bright That I couldn't help believin' it would save me. When I finally got it home My whole neighborhood was aglow And I said, "Thank you Jack White For the fiber-optic Jesus that you gave me." (Here comes the pick) (Oh Yeah) Jack and Meg are funny They got a modern backwards-liberal family code Brother and sister Playing rock 'n' roll and doing it on the road I bet that van begin to stink But then I wonder - oh - what Christ would think. I said, "Thank you Jack White For the fiber-optic Jesus that you gave me." It shined so bright That I couldn't help believin' it would save me. And when I finally got it home My whole neighborhood was aglow And I said, "Thank you Jack White For the fiber-optic Jesus that you gave me." (Nice one)
Sábado, Agosto 21, 2004
Sexta-feira, Agosto 20, 2004
Porque se o que rola agora é namoro unilateral, também quero brincar! Rumo à tirania sobre o vazio, a ditadura de um contra o nenhum! Mel Lisboa, aguarde-me!
;-)
Quarta-feira, Agosto 18, 2004
Novela nada, a vida real é muito mais interessante
Pois é, depois de flerte descompromissado, amizade colorida e até sexo mais ou menos casual, me trouxeram a última novidade: agora a garota pequenina namora comigo. E eu não namoro com ela. É decerto o maior rompante pós-modernista desde nosso primeiro beijo, adolescente, inocente e mais uns entes, o namoro unilateral. E por que não, estamos na era da diplomacia unilateral, da guerra unilateral, já era hora de nós, os bastiões do nouveau amour inaugurarmos mais esta configuração de relacionamento. Só não ficou claro se haverão aquelas coisinhas bregas que namorados fazem, ou se haverão apenas unilateralmente (i.e. ela pega na minha mão, mas eu não pego na dela - é possível?), se rola aquele kitsch melodramático típico dos folhetins televisivos tupiniquins. Eu acho que não; deuses, somos os amigos que se beijam na boca e brigam por causa de Física moderna!, nosso lance transita entre o Sony Entertainment Television e o People & Arts (com eventuais Cinemax no meio, de preferência os filmes indecentes que passam de madrugada). Se for pra ser novela, que seja aquelas da NHK, japonesas, onde eles gritam um com o outro e ninguém entende nada. Pois é, ninguém entende nada mesmo. Só não sei quando o profile do Orkut vai adicionar one-way relationship no campo de situação marital atual. d-_-b: Beck - Somebody's gotta learn sometimes
Segunda-feira, Agosto 16, 2004
Não tem pra ninguém
Nem para o americano canastrão, nem para o holandês, nem para os coitados dos brasileiros. Esse cara é foda. I mean it, FODA. Quero ser igual ele quando crescer. d-_-b: Walverdes - Novos Adultos ouvem MPB e se acham muito cool... yeah!
Domingo, Agosto 15, 2004
A pessoa se desloca, mesmo sem muita vontade, para São Paulo, afim de afogar-se em oblívio em qualquer lugar vulgar. E bota vulgar nisso. Ou a Funhouse melhora sua discotecagem ou vai virar Sincinato paulistano. Se eu quisesse ouvir meia-dúzia de Cure e Depeche Mode, eu ia para a acima citada, ou para um Salame Satã mesmo. O clima dark combinaria mais com meu humor do que a pretensão mod da Funhouse. Sem falar que Supergrass não dá mais, já foi tema de propaganda, deve tocar até em festa de aniversário já. E que cover de Beatles foi aquele? Coreano? Taiwan? Banda de ginásio?
Enfim, humor péssimo predomina na pessoa.
Segunda-feira, Agosto 09, 2004
É uma pena que eu só assista aos filmes "polêmicos" meses (ou anos) depois deles terem sido lançados. Eu perco toda a discussão.
Foi assim com o "Gangues de Nova York". O que eu vi hoje foi um delírio de um diretor decadente e de uma cidade com o ego derrubado por dois aviões que busca uma personalidade ilusória no imaginário de Hollywood. Aliás, é o que a terra do letreiro branco faz de melhor: transfere os anseios e situações do presente para um mundo imaginário no passado, vendendo para o mundo todo seus devaneios como se fossem História. Foi assim com petardos como o Gladiador, Titanic, e outros. Estes porém, souberam manter-se na linha para a qual foram criados: diversão por duas horas, pipoca, e só. Já Gangues de Nova York se revolve sobre um sonho pessoal de Scorcese que se transfere para um passado que é bem longe de ser verdadeiro. E vende com slogan e tudo; "America was born in the streets". No mínimo, uma piada de mal gosto e uma lição ou duas sobre como montar um filme com cenário histórico, no máximo, mais um pesadelo de Hollywood sobre a luta entre bem e mal, no coração da América. Sic.
Sábado, Agosto 07, 2004
Agradeço desde já aos chubi-chubas e mikonurses de plantão. Couldn't bear it without you. Deixo um recado também aos apresentadores mutantes: não foram esquecidos, nem na hora da sopa nem na hora nossa. Hora minha, obviamente, mas eu divido as coisas, todos bem o sabem.
Agradeço também à minha mãe e suas mãenettes, pois uma não é si mesma sem a outra. Desculpas aos droogs. Não muitas porém, é de se lamentar a distância que nos separa. De se lamentar. Aproveito para irritar um pouco os skimos, ovelhettes e Brian Setzers da vida. Todos os da vida. Não vou morrer, fiquem tranqüilos. Loser boy, in and out. Roger roger, OOM-9. Naboo deve explodir logo. Mundanas e mundanos se dão abraços. E estou sem minha armadura de Stormtrooper. d-_-b: esquilos.
Sexta-feira, Agosto 06, 2004
Terça-feira, Agosto 03, 2004
Domingo, Agosto 01, 2004
Fim de férias, época de respirar fundo e mergulhar a cabeça em um balde de água. Ficar sem respirar até o fim do ano.
Acho que sou meio vagabundo sabe? Não sou muito fã de trabalhar não, e mesmo o dinheiro que eu ganho com o trampo dura o mês todo sem problema, às vezes até o próximo mês. Tenho outras prioridades, sei lá. Não caí na conversa do consumismo inteligente, jovem, dos hobbies que requerem dinheiro, dos aparelhos eletrônicos "legais", dos cds importados, das festas que custam mais de 10 reais (15 já tá caro hehe)... Estou em época de pensar essas coisas. Se não me empolgo com essas coisas, onde eu me encaixo nesse planeta? Afinal, eu encaixo nesse planeta? |